Muitas pessoas não sabem, mas a obesidade abdominal é
um problema além da questão estética. Segundo pesquisa do Ministério da
Saúde, 40% dos brasileiros estão acima do peso. A temida “barriguinha” é um fator que aumento os riscos de doenças como a diabetes.
Segundo o cardiologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão Fúlvio J. Barbato Junior há dois tipos de gordura abdominal.
“A subcutânea, que se localiza a frente dos músculos abdominais, e a
visceral, que se acumula entre as alças intestinais e órgãos internos
como o fígado”, explica.
Gordura abdominal e outras doenças
A gordura localizada na barriga pode estar associada a diversos outros problemas de saúde, como nível alto de triglicerídeos, baixos níveis do bom colesterol
(HDL), resistência à ação da insulina e consequente elevação dos níveis
glicêmicos (diabetes). “Além disso, a barriguinha pode significar um
aumento da gordura hepática, que a formação de hormônios, vitaminas e
substâncias que atuam no metabolismo das gorduras”, explica o
especialista. Hipertensão arterial também pode ser uma consequência do acúmulo de gordura nessa região do corpo.
De acordo com o cardiologista, o excesso de gordura visceral
é considerado um dos principais fatores de risco para doenças
cardiovasculares como o infarto do miocárdio e o AVC. “Isso acontece
porque o excesso de gorduras circulantes promove o espessamento das
artérias, com formação de placas de gordura que podem se desprender e
obstruir os vasos”, completa.
Quando a barriga saliente é perigosa?
Ter uma barriguinha é normal e só representa um risco de se ela
ultrapassar os 88 cm para as mulheres e os homens 102 cm. “A medida pela
fita métrica calculada no ponto médio entre a última costela e a crista
ilíaca é um método simples e confiável”, explica o médico.













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